Mais um blog sobre sexualidade... Vamos ver se conseguimos sair da mesmice e publicar coisas interessantes. Para isso conto com a colaboração de voces! Ajudem a atualizar este blog com textos, artigos (acadêmicos ou não), dicas de leitura, teatro, cinema, exposição, fofocas... mas tudo relacionado a sexualidade e relacionamento, tudo... tudo mesmo!



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VAGINISMO

“Como era nova, achava que, ainda, não estava pronta para ter relação, sempre que tentava doía muito e como sempre ouvi que “a primeira vez dói muito” estava esperando o dia ideal, até que um dia me toquei que já havia tentado várias vezes, o tempo foi passando e várias tentativas e todas em vão, perdi vários namorados, passei por vários ginecologistas e nenhum dava solução para meu problema, era sempre a mesma conversa “você precisa relaxar”.Conheci um rapaz “super fofo” que disse esperar o tempo que precisasse para que conseguíssemos ter relação, começamos a ter relação anal, sempre tive orgasmo, mas penetração vaginal era impossível. Comecei a pesquisar na internet e descobri que o que eu tinha era vaginismo, nossa, tem mais mulheres com esse problema, pensei. Comecei, então a pesquisar qual tinha sido o percur so dessas mulheres, muitas, também, tinham tentado de tudo. Fui a uma ginecologista que me encaminhou a uma psicóloga especialista em sexualidade, foi então que demos início ao tratamento. Confesso que não foi nada fácil... além dos exercícios conversávamos sobre coisas da minha vida, coisas que jamais pensei que pudessem interferir, pensei várias vezes em desistir, mas eu tinha um propósito i iria levar até o fim. Realmente foi assim que aconteceu, hoje estou casada e tenho um filho, pasmem... foi parto normal” (Este relato é real).
Vaginismo é a contração involuntária da musculatura da vagina. A mulher que sofre deste problema não consegue penetrar o dedo, o pênis, nem tão pouco, o especulo em consulta ginecológica. Geralmente quando tenta forçar a penetração, a mulher sofre muito, porque, o desconforto e a dor (dispareunia) são muito intensos. Tem mulheres que chegam a ter crise de ansiedade, gelando e suando muito os pés, as mãos, o coração dispara e a respiração fica ofegante só de pensar em passar pela situação, é um verdadeiro tormento, principalmente, quando o parceiro não entende. Muitas mulheres são abandonadas por conta do problema, assim como relata nossa amiga.

O vaginismo em si é 100% psicológico, há casos em que a mulher desenvolve o problema por falta de lubrificação ou por sentir dor por alguma infecção, tirando essas questões fisiológicas, que geralmente são em menores casos, a mulher desenvolve o vaginismo por questões de ordem emocional.

Mesmo nos dias atuais, em que se fala abertamente sobre sexo/sexualidade (muita informação nem sempre, neste caso, significa orientação ou educação para a vida sexual, em minha opinião muitas vezes colabora para o aumento das disfunções sexuais, mas isso é tema para outro post) sabemos o quanto o tema, ainda, é tabu e o quanto a mulher continua sendo reprimida. Então a repressão é um dos motivos, como, também, o desconhecimento do próprio corpo, algum abuso sexual ou o estupro, orientação transgeracionais (que passa de mãe para filha) com relação a imagem masculina, como por exemplo :” homem não presta, homem só quer saber de tirar a virgindade, não se pode confiar em homem...” ou de fato a mulher teve um representante masculino (geralmente o pai) que não colaborou para formação de uma boa imag em do masculino. Neste caso fica bem difícil se entregar, se “abrir” para um homem.

O vaginismo é isso mesmo, uma entrega, uma abertura, muitas vezes para o novo, para a vida. Geralmente são mulheres extremamente controladoras e rígidas.

Quando conseguem um parceiro, geralmente tem uma troca “inconsciente” que nem eles percebem, do tipo: “eu não te dou a minha sexualidade” e ele “eu não te dou dinheiro” (são homens que têm dificuldades para arranjar emprego, ganhar dinheiro) ou “eu não te dou minha sexualidade” e ele “eu não te dou minha masculinidade” (homens que no jargão popular são chamados de “bundão”, muito bonzinhos, submissos), ou quando a mulher consegue ter penetração o homem começa a ter dificuldade para ter ereção, claro que isso é só um exemplo,

O mais interessante disso tudo é que tem solução! Algumas mulheres demoram em procurar ajuda, até mesmo por não saber que é um problema, com a esperança de que na “próxima tentativa vai dar certo”. Bem, então o que fazer? Primeiro ir a um ginecologista para verificar se há alguma questão fisiológica, como, infecção ou alguma má formação, depois procurar um psicólogo especialista em sexualidade para orientar aos exercícios que são utilizados em terapia sexual e trabalhar as questões psíquicas que levaram ao problema, que em minha opinião é de fundamental importância.




segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Jornada Reichiana

Para quem tem interesse pelas abordagens corporais, segue um super convite!

O DEPARTAMENTO REICHIANO,
do Instituto Sedes Sapientiae,
Evento nº 6541

Convida-o para participar da XXIII JORNADA REICH SEDES:
“Corpo e criação: (re) existências na cidade”
17, 18 e 19 de Setembro de 2010


O que queremos dar voz e fazer fluir nessa jornada?

Como:

os corpos criam resistência na cidade?
os corpos criam existência na cidade?
a cidade cria existência nos corpos?
a cidade cria resistência nos corpos?
a cidade cria corpo na existência?
a cidade resiste a criar corpo?
a cidade dá corpo à criação?

Que:

cidade habitamos?
cidade queremos habitar?
corpos habitamos nesta cidade?
corpos se constroem nessa cidade?
intervenções podem neste corpo/cidade?
corpo/cidade queremos criar?
fluxos e forças compõem essa cidade/corpo?

Acreditamos que pensar Corpo, Cidade e Criação é exigência e desafio para que potências coletivas do "comum" ativem forças e fluxos da vida. Assim como que reafirmar o público é criar espaços de mobilidade que permitam encontros e diferenças.

Taxa de inscrição* :
Público em geral: R$ 150,00
Membros do Depto. Reichiano: R$ 75,00
Estudantes de graduação: R$ 75,00

Departamento Reichiano do Instituto Sedes Sapientiae
Rua Ministro Godoi, 1484 – Perdizes – CEP: 05015-900 – São Paulo/SP
Tel./Fax: 11 3866 2730 deptoreich@sedes.org.br www.sedes.org.br
www.sedes.org/reichiano.htm

NÃO PERCAM, VALE A PENA CONFERIR!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

SEXUALIDADE HUMANA E CORPO EM MOVIMENTO

No período de 1 de outubro à 3 de dezembro, estarei ministrando curso de expansão sobre sexualidade humana no Instituto Sedes Sapientiae http://www.sedesweb.org.br/site/ em São Paulo.

O curso é destinado a profissionais da área de saúde, educação e alunos de graduação destes cursos.

No curso será abordado os seguintes temas:

Conceitos básicos em sexualidade humana

A influência dos aspectos psicológicos, biológicos e sociais da sexualidade

Mitos e crenças sexuais

Sexualidade na infância e adolescência

Sexualidade masculina e feminina

Sexualidade na gravidez, pós parto, climatério, menopausa e andropausa

Fantasias sexuais, masturbação, pornografia e erotismo

Disfunções sexuais: possíveis causas e tratamentos

Visão reichiana da sexualidade humana

O profissional que trabalha com sexualidade.

Faça sua matrícula logo, são poucas vagas!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vote contra homofobia

Recebi este e-mail e achei interessante publicá-lo no blog. Gostaria de deixar claro que este blog não tem a intenção de promover campanhas políticas ou coisas do gênero e como é um espaço democrático divulgo para quem interessar. Segue da forma como recebi:

"amig@s!

Convidamos todas e todos para participar do lançamento das campanhas contra a homofobia - Carlos Giannazi e Maurício Costa - em São Paulo.

A enorme polêmica sobre a questão da parceria civil homossexual no Brasil e a falta de compromisso da maioria dos candidatos com este tema revela a força de um pensamento retrógrado e conservador que domina a velha política no país. A partir disso, muitos outros direitos da população LGBT são negados, ferindo a igualdade constitucional e a plena cidadania.

Compareça nessa atividade para contribuir com as propostas que os parlamentares anti-homofobia já estão apresentando e debater um programa de defesa efetiva dos direitos humanos.
Participe e divulgue para seus amigos e suas amigas!!!




Maurício Costa"

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Traição

Para alguns apimenta a relação, para outros é o verdadeiro inferno. Os homens justificam a traição por uma questão genética o tal cromossomo Y, do ponto de vista da biologia o homem foi feito para procriar por isso que seu período reprodutivo não cessa a mulher por sua vez tem um período reprodutivo restrito, elas alegam a traição por falta de carinho e companheirismo do cônjuge. Sempre há um motivo um pretexto para traição. Interessante pensar que quando as pessoas casam o que elas mais querem é fidelidade e um dos maiores motivos de separação é exatamente a traição, dados analisados pela Folha de São Paulo do IBGE, em 1996, apontam que 71% de pedidos de separação feitos pelas mulheres, o motivo foi a traição cometida pelos parceiros (incrível não!).
Para alguns casais a traição serve para reflexão de como anda a relação, neste caso alguns “até” perdoam, outros tentam perdoar, mas não sustentam o fantasma que foi instalado, a pessoa não tem paz, começa a bisbilhotar o celular a caixa de e-mail as contas, tudo porque já foi traído é um sofrimento imenso, sem falar da sensação de ser trocado (a), a auto estima vai parar no pé.
Existem os contratos que são feitos nas relações, as vezes implícitos e as vezes explícitos mesmos, são as relações abertas em que os pares saem com quem quiserem, neste caso não é traição porque o outro sabe. Traição é exatamente isso quebrar um voto de fidelidade, de cumplicidade, enganar e mentir.
Algumas perguntas para reflexão: você trai, já traiu, pensou ou teve vontade de trair? Você acha que namoro pela internet é traição? Você acha que pensar em outra pessoa é traição?
Gostou? Dê sua opinião.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ejaculação rápida

Embora muitos saibam, ainda há dúvidas sobre ejaculação rápida, antiga ejaculação precoce.
É um problema muito comum e afeta cerca 40% dos casais, sim casais, porque quando falamos em disfunção sexual o casal é afetado e não apenas um ou o outro.Por enquanto não temos nunhum estudo que comprove que a ejaculação rápida seja de causa orgânica, ficando então a questão voltada para ordem psicológica. Na adolescência é muito comum o rapaz ejacular rápido, primeiro pela ansiedade da relação e depois pela própria falta de experiência, com o tempo a tendência natural do organismo é encontrar um controle. Quando isso não acontece e é levado para a vida adulta, então, passa a ser uma disfunção sexual, pássivel de tratamento.
Sempre perguntam quanto tempo deve-se demorar para ejacular, não há um tempo específico para isso, a percepção da falta de controle e da insatisfação da parceira é que muitas vezes denuncia o problema. Geralmente a mulher demora um pouco mais que o homem para chegar ao orgasmo, no caso do ejaculador rápido a mulher fica sempre insatisfeita, gerando,desavenças entre o casal o que muitas vezes piora a situação pela cobrança.
Importante é saber que tem tratamento, quando é um caso muito agudo (casos em que o homem ejacula mesmo antes da penetração) pode-se tratar com medicação, geralmente são antidepressivos. Para isso tem que se fazer uma avaliação com urologista, em conjunto é fundamental fazer psicoterapia com especialista que vai orientar exercícios voltados para o controle da ejaculação.
Gostou, então palpite, dê sugestões de temas.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Casamento gay

Bem, nesta semana o que ficou em pauta na mídia foi a história (belíssima) de dois homens que estão juntos há 34 anos na Argentina, pois foi autorizado por lei o casamento com todos os direitos que são dados aos casais heterossexuais, como adoção e benefícios sociais.
A decisão apoiada pela presidente Cristina Kirchner transforma o país no primeiro da América Latina e o décimo no mundo a autorizar casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Vamos aplaudir a conquista! mas, sabemos o quanto o "mundo" é preconceituoso, já temos uma juíza que se nega a realizar casamentos gays. Como se sairá a Argentina? Observemos.
E no Brasil, como seria uma história dessa, será que demora a chegar por aqui? Estamos preparados para isso?
O que você acha? Dê sua opinião.